O Caldeirão de Gundestrup é um artefato religioso encontrado em 1891 em Himmerland, Dinamarca. O caldeirão foi encontrado desmontado em várias partes: cinco longas placas retangulares, sete menores e um prato redondo. Cada uma das placas foram feitas de 97% de prata pura e preenchidas com várias figuras de animais e divindades pagãs. Sophius Müller (1892) conseguiu reconstruir o caldeirão usando as placas e o prato, formando o caldeirão que conhecemos hoje.

É considerado a maior peça trabalhada em prata sobrevivente da Idade do Ferro Europeu, o caldeirão de Gundestrup ganhou um interesse especial por muitos estudiosos, gerando um busca incessante de informações sobre sua origem.

Sua confecção é atribuída ao seculo II ou I a.C (La Tène III), mas o local de sua fabricação ainda é motivo de muitas controvérsias. O principal motivo é o fato de seu estilo e modo de confecção ser Trácio e não Celta, mesmo apresentando decorações tipicas da cultura celta.

Até agora as opiniões acadêmicas tem sido amplamente divididas em dois grupos: os que defendem a origem gaulesa e os que defendem a origem trácia. O primeiro diz que provavelmente o caldeirão veio do oeste celta e o segundo diz que ele veio do baixo Danúbio no sudoeste Europeu.

Müller, Sophus, “Det store Slvkar fra Gundestrup i Jylland,” Nordiske Frotidsminder, I, 1892, pp.35-68.

Foto: København, Nationalmuseet, Gundestrup cauldron, detail.